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  Ruído Ocupacional q = 3 ou q = 5
rogregazzi Atualizado: 23/04/2010
370 posts
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Resposta aos usuários via email particular (Divulgação)

] No tocante a legislação atual, recomendamos, sem dúvida, a utilização dos
] critérios da NR 15 no caso de níveis de pressão sonora elevado (NPS - E) para o MTE,
] que estão de acordo com as antigas normas da FUNDACENTRO NHT 06,07 e 09
] até que seja formalizado e regulamentada uma Instrução Normativa que
] declara o uso dos limites da NHO-01, isto é, o uso do q=3 o que deve sair
] a qualquer momento. Nas últimas IN do INSS fala-se em seguir os
] procedimentos da FUNDACENTRO e os Limites da NR-15. Este parágrafo pode
] ter sito alterado ou está em processo de...
]
] Poucos entendem que os limites são dados pela taxa de duplicidade q, pelo
] limite de integração, o tempo critério e o número de horas para 100% de
] dose.
]
] A FUNDACENTRO com a norma NHO 01 vem sinalizando para uma mudança atual,
] baseada no critério da energia. Ela mesma no texto da NHO 01 enfoca esta
] discordância entre os limites da NR-15. Lembramos que o novo critério
] presente na NHO é muito mais conservativo e pode ser aplicado no caso da
] empresa achar mais adequado, pois é sempre mais elevado, protegendo o
] colaborador.
]
] Com relação a ruído de impacto, como as normas antigas são muito
] divergentes e a própria NR 15 anexo 2 não é clara nas suas colocações, o
] que deixam dúvidas que impossibilita usa-la, inclusive se a medição é
] realizada com o equipamento configurado para "RMS" ou "PICO" cuja
] diferença é de cerca de 70%. Sugerimos utilizar sempre o critério de Ruído
] de Impacto a Norma da Fundacentro NHO 01, e, também no caso de assumir o
] critério mais conservativo como os limites de exposição a nível de pressão
] sonora elevado, usar: q=3 com nível de integração de 80 dB(A) e Limite
] Critério de 85 dB(A) para 8 horas. O software GerenteSST da 3R Brasil,
] usado nas avaliações, apresenta uma ferramenta que realiza cálculos e
] imprime laudos de ruído contínuo ou intermitente e de ruído de impacto em
] função do critério da Norma Escolhida, necessitando que os dados sejam
] coletados puros, isto é, sem ponderação.
]
] Cuidado com a falta de entendimento e as confusões provocadas por
] profissionais não técnicos, e, sem conhecimento na área...
]
] O NE é a sigla em Português para o TWA ou LAvg conforme a nomenclatura
] usada pelo fabricante do equipamento... A B&K, por exemplo, usa o LAvg e a
] 3R Brasil, com seus equipamentos, a nomenclatura Americana que é o TWA. O
] NEN é o nível normalizado que será igual ao Lavg ou o TWA se a medição for
] realizada para toda a jornada de 8 horas, caso contrário exige-se uma
] normalização que considera o não acúmulo de dose para o tempo não medido e
] o acumulo de dose para tempos acima de 8 horas o que determinará, com a
] correção, que haja uma diminuição do valor médio (TWA) no primeiro caso e
] um aumento no segundo caso, o que é lógico. É só isso, e afirmo a falta de
] conhecimento e treinamento na área de acústica vem causando estes
] comentários e o uso errado das funções dos equipamentos.
]
] Afirmo que para as características dos processos e métodos de medição no
] Brasil, deve-se utilizar no caso de não medição de toda a jornada o NM
] (nível médio), isto é, o Nível de Exposição para o pior caso e utilizá-lo
] para toda a jornada assumindo-o como o NEN que seria menor neste caso por
] desprezar o tempo restante. Nos casos de jornada superior a 8 hora deve-se
] usar o NEN que irá corrigir os valores, aplicando sempre o critério mais
] conservativo, isto é, que melhor protege o colaborador.
]
] Com relação as vossas medições vocês certamente deveriam realizar novas
] avaliações pelo tempo e características das operações onde o agente ruído
] é o agente mais problemático necessitando de um Programa de Conservação
] Auditiva bem estruturado e ampliado para todos os colaboradores da área de
] Telemarketing da empresa ou que utilizam fone de ouvido, a falta desses
] controles e medições pode causar graves problemas as empresas e seus
] gestores, pois não há nenhuma justificativa em não medi-los, além de
] medi-los de forma correta e confiável, sem aqueles consultores que sem
] nenhum embasamento fornece dados de medição dos fones, pois sabem que a
] responsabilidade não é deles e sim dos gestores da empresa contratante.
] Veja os links abaixo e nos email enviados a parceiros.
]
] http://isegnet.porta80.com.br/siteedit/arquivos/3R_%20Parecer_PPP_Calibracao_RD.pdf
]
http://isegnet.porta80.com.br/siteedit/arquivos/3R_GPCA_CONTROLE_EMPRESA_01010.pdf

] Vela ao final da página em comparação entre métodos de medição:
]
http://isegnet.porta80.com.br/siteedit/site/pg_materia.cfm?codmat=18
]
]
] SDS
]
] Rogério Dias Regazzi
] Diretor Isegnet e Inovando no Isegnet
] +55 21 9999-6852
rogregazzi Atualizado: 23/04/2010
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123
Prezados,

Dando continuidade as questões técnicas referentes as parâmetros de
configuração dos equipamentos de medição para avaliação do potencial de
risco de exposição ao agende ruído, destacamos:

- A PETROBRAS vem empregando os dois critérios q = 3 dB para o INSS/MPAS e
q = 5 para o MTE.

- Atualmente, conforme carta direcionada a DRT, recentemente nas IN 20 e
27 não está expresso nada sobre o "q" como o que ocorria na IN 78 e 118
no parágrafo sobre avaliação de nível de pressão sonora elevado e que fazia
referência aos procedimentos da Fundacentro e aos limites da NR-15,
mencionando o “q”, sendo que estas últimas IN revogaram as anteriores e
esta a ausência do "q" no corpo do documento sugere o determinado na
NHO-01.

- As medições devem ser sempre realizadas com equipamentos que emitem o
histórico diretamente do equipamento, sendo, portando, necessário a
emissão para q = 3 e q = 5 para as empresa que optarem em separar os
laudos. Lembrando que as empresas por questão de custo podem optar para o
q = 3, por ser mais conservativo, privilegiando o empregado para as
questões do MTE, critério do pior caso.

- As medições devem ser sempre realizadas com cabeça artificial pelo menos
75% da jornada (com erros de 5% da jornada) com equipamentos que permitem o
pós-processamento e emitem o histórico.

- Recomenda-se a estruturação de um Programa de Gestão do PCA com parecer
técnicos de engenheiro e médico do trabalho relacionando as questões de
Nível de Pressão Sonora e Nexo Causal Laboral com recomendação ou não de
emissão de CAT, definido claramente os critérios e as formas e
metodologias utilizadas.

- O uso de técnicas com o microfone de inserção no orelha (MIRE) não é
recomendado para a avaliação da jornada pelos diversos erros envolvidos e
baixa confiabilidade. Deve-se quando aplicado ser utilizado apenas para
verificação de volume ou intensidade sonora das PA(s), como premissa para
verificação dos GHEs críticos ou medida de controle. O movimento de coçar
com as mãos a cabeça, a movimentação do fone, o grande incômodo, além da
presença de cera e pelos na orelha podem causam uma série de problemas nas
medições que comprometem a avaliação e a empresa, pois são semelhantes a
choques acústicos, com picos elevados e instabilidade na coleta; por, tb,
contatos internos e obstrução da “probe do microfone de inserção na
orelha”.

- Técnicas que usam cabeça artificial acopladas a medidores que não
realizam o cálculo Níveis de pressão sonora normalizados (NEN , NE, TWA,
Lavg) além dos estatísticos não cobrem as exigências do INSS/MPAS para
dosimetria de ruído.

- A empresa e/ou instituição deve possuir Engo de Segurança no Trabalho
devidamente registrado e estar credenciada no Número 36 do CREA para
atividades de avaliação ocupacional.

- A falta de informações ambientais periódicas caracteriza omissão do
empregador e negligência com relação aos possíveis riscos envolvidos com a
atividade, além de fornecer respaldo para a não emissão de CAT devido a
ausência de Nexo Causal Labora. Lembrando que pode existir nexo causal com
níveis de pressão sonora que não são da atividade Laboral, portanto não
responsabilidade do empregador.

Diretor Isegnet
rogregazzi Atualizado: 23/04/2010
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Hoje estamos recomendando aos parceiros praticar da mesma forma como
é empregado nas Instruções Técnicas da Petrobras que vem trabalhando
usando q=3 para o INSS e q = 5 para o MTE, portanto as avaliações devem
englobar as duas condições. Lembrado que no caso de EPI o mesmo deve ser
avaliado pela área médica e de engenharia de SST da empresa com emissão de
laudo de eficiência com o uso do CA pelo método longo da NIOSH que tem 98%
de confiabilidade. Evitar ao máximo o uso do NRRsf(método curto da NIOSH)
como tb permitido pelo Legislador, pois esse apresenta apenas 84% de
confiabilidade não dando o respaldo adequado para a conclusão com relação
ao nexo causal laboral nos casos de existirem perdas bilaterais. Além
disso fragiliza os questionamentos da empresa por apresentar um documento
formal que não atende 16% dos colaboradores portegidos. Com o método longo
da NIOSH, dependendo da fonte, estamos encontrando diferenças que variam,
nos caso extremos, de mais ou menos 10 dB (Fornos, ETE, Geradores,
Sirenes, etc).

Todos os equipamentos utilizados pela 3R Brasil ou PUC-Rio realizam
medições e gravam o histórico dos dados puros que podem ser
pós-processadas para a taxa de duplicidade escolhida “q”, portanto não ha
necessidade de se repetir as medições para o mesmo GHE.

Caso queiram trabalhar com a reavaliação dos Laudos anteriores para q = 3
antes de realizar novas medições, podemos refazer uma proposta e emitir os
laudos sem problemas, fazendo menção as dados colhidos a época.

Penso que é uma solução bastante interessante para balizar vossos laudos
atendendo tanto o MPAS como o MTE.

http://isegnet.porta80.com.br/siteedit/arquivos/3R-REL-NPS-HEAD_SET_LTCAT_RD.pdf

M.Sc Rogério Dias Regazzi
Diretor 3R Brasil Tecnologia Ambiental
Diretor www.isegnet.com.br e inovando no isegnet
Engo Mecânico e de Instrumentação e Automação
Engo de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente
+55 21 9999-6852
rogregazzi Atualizado: 23/04/2010
370 posts
123
Questionamento técnico respondido por email...

- A PETROBRAS (Referência em SMA no Brasil), por exemplo, vem empregando os dois critérios q = 3 dB para o critério de enquadramento de atividade insalubre pelo INSS/MPAS e q = 5 para o MTE. A questão desta escolha está na aplicação de qual critério empregar se houverem perdas auditiva Biaurais com nexo causal a NPSE - Nível de Pressão Sonora Elevado com suspeita Laboral e a relação desta com a contabilidade das medidas de controle.

- Sugeríamos sempre aplicar o critério do pior caso e medições por freqüência para cálculo de eficiência do EPI com os dados de atenuação por oitavas e aplicação de dois desvios padrões. Caso o valor do NEN ou Nível Médio Normalizado aplicado com o uso do EPI (nunca calcular para 100% da jornada, recomendamos calculos com o uso do EPI em 95% no caso de Laborar num posto fixo de trabalho ou 90% da jornada no caso de posto indefinido. O tempo restante não aplicar a proteção combinando a dose dos dois resultados e recalculando o NEN). Caso este valor esteja acima do limite de ação (82 dBA para q = 3) e (80 dBA para q = 5) a medida não pode ser considerada eficiente (NR-9) devendo aplicar os devidos direitos aos trabalhadores ou colaboradores que laboram sobre estas condições e propor novas formas de controle. Deve-se sempre usar a menor atenuação encontrada na área onde o trabalhador circula ou labora.

Rogério Dias Regazzi
Direto Isegnet
line Atualizado: 18/08/2010
4 posts
Novato
Gostaria de saber o que é LEQ?
manjado Atualizado: 10/05/2014
3 posts
Novato
Bom dia , Estou com uma grande duvida quanto ao levantamento de ruído. Onde trabalho tem 02 setores distintos , separados justamente por motivo de ruídos diferentes. Vamos chamar de AMOSTRAGEM , GASOMETRIA , OK.
Na AMOSTRAGEM trabalha um funcionário fixo cujo ruido ficou em 91 db , jornada 480min.
No meu caso Trabalho na AMOSTRAGEM e na GASOMETRIA da seguinte forma .
Durante o ciclo semanal de 6 dias trabalhados eu fico 3 dias inteiros (480 min ) na AMOSTRAGEM e 3 dias inteiros ( 480 min ) na gasometria. OBS : não trabalho simultaneamente nas duas áreas no mesmo dia.
Porém montaram um GHE , onde foram coletados os seguintes dados :

AMOSTRAGEM - O2 MEDIÇÕES NO MESMO FUNCIONÁRIO EM DIAS DIFERENTES

LAVG db(A) EXP MIN DOSE REAL
86,70 dB 480 126,58
87,50 dB 480 141,42

GASOMETRIA - 02 MEDIÇÕES NO MESMO FUNCIONÁRIO EM DIAS DIFERENTES
LAVG EXP MIN DOSE REAL
79,40 dB 480 MIN 46,01
76,60 dB 480 MIN 31,21

RESULTADO 84 dB .

Minha dúvida : Ruídos abaixo de 80 dB entram na composição da dose ?
NHO01 diz : Exposições abaixo de 80 dB não são consideradas no cálculo da dose.
Se não ! como fica o cálculo , que valor adotar para GASOMETRIA ?
Considera-se nesse caso somente a medição realizada na AMOSTRAGEM que é considerada insalubre ?

PELO VISTO , TRABALHO NUMA ÁREA INSALUBRE E EM OUTRA SALUBRE.

Por favor esclareça minha dúvida e se possível envie por email , desde ja agradeço ..
Carlos . Carbreis@hotmail.com
mona Atualizado: 24/10/2014
1 post
Novato
Bom dia, gostaria de tirar uma dúvida. Funcionário na função de lanterneiro (exposto a ruído ocupacional) apresenta perda auditiva neurossensorial a esquerda leve entre 3 e 4 Khz durante a atividade na empresa (últimos 5 anos, porem estável nos últimos 3 anos). Devo emitir CAT dada a unilateralidade da perda? O funcionário usa EPI, mas admite retirar o plug para conversar. Nunca houve emissão de CAT.
cadilhac Atualizado: 24/06/2015
5 posts
Novato
Olá, MANJADO.

Para a análise de ruído você vai fazer os laudos nos dias de ruído mais alto.
No primeiro exemplo que você cita já torna a atividade insalubre por ruído. As somas de tempos devem ser somados quando na mesma jornada.


att
 

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